quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Será Que Passou A Era Do Ilusionismo E Finamente Começamos A Entrar No Realismo ?

Recordemos a sequência das declarações.
Presidente da República no dia 20 de Novembro, citado pelo Público: “A crise deixou marcas profundas, é uma ilusão achar que é possível voltar ao ponto em que nos encontrávamos antes da crise – isso não há!(…) A segunda ilusão é achar que se pode olhar para os tempos pós-crise da mesma forma que se olhava antes [para os problemas], como se não tivesse havido crise. A crise deixou traços profundos e temos de olhar para eles”.
Primeiro-ministro dia 21 de Novembro: “A ilusão de que é possível tudo para todos já não existe isso” e “se queremos investir mais na qualidade da educação, na qualidade do sistema de saúde e nos serviços públicos não podemos consumir todos os recursos disponíveis com quem trabalha no Estado”.
Repare-se que há expressões quase iguais. Um diz “isso não há”, o outro diz “não existe isso”. Concertados ou não, pouco importa.
O que importa é que entrámos numa nova fase em que afinal há escolhas difíceis, em que o mundo não se divide entre os bons que nos aumentam o rendimento e os maus que nos tiram rendimento.
Temos todas as razões para estarmos satisfeitos. Passou a era do ilusionismo e entrámos na era do realismo. Um e outro ditados pela política enquanto arte conquistar e manter o poder.
Foi preciso sermos confrontados com a revindicação dos professores para ouvir o Governo dizer, implicitamente, que não há dinheiro, que não podemos ter ilusões. Antes tarde do que nunca, especialmente porque o caminho que estávamos a seguir nos condenaria, mais cedo ou mais tarde, ao desastre.
Esta nova via dá-nos mais garantias mas continuamos no fio da navalha. Porque é preciso escolher um caminho que faça a mudança que nos levou para os braços da troika. E isso, este Governo pode não ter condições políticas, nem vontade, para o fazer.
(excertos do artigo de Helena Garrido, hoje no OBSR)

Quem Me Mandou A Mim Querer Perceber ?


Como quem num dia de Verão abre a porta de casa 
E espreita para o calor dos campos com a cara toda, 
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa 
Na cara dos meus sentidos, 
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber 
Não sei bem como nem o quê... 
Mas quem me mandou a mim querer perceber? 
Quem me disse que havia que perceber? 
Quando o Verão me passa pela cara 
A mão leve e quente da sua brisa, 
Só tenho que sentir agrado porque é brisa 
Ou que sentir desagrado porque é quente, 
E de qualquer maneira que eu o sinta, 
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo... 


Alberto Caeiro

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Notícias Soltas


*Polícias nunca consultaram lista de pedófilos desde que foi criada

O Governo Caiu Na Sua Própria Ratoeira

António Costa entretém-nos com mais um sapateado: agora é o Infarmed. Esperemos que a ideia não seja pôr-nos a olhar para o Porto para tentar disfarçar o que se passa no país. Na verdade, nada esconde o momento difícil que o Governo atravessa. Já nem as esquerdas aplaudem. Protestam. Tal como o Presidente e a direita, os parceiros também se sentaram na plateia dos críticos. Nos lugares da frente, os sindicatos dão volume à insatisfação. Querem mais. Vão sempre querer mais. Professores, polícias, militares, o país inteiro. Não pode haver filhos e enteados. O PS está desorientado, o partido que se afirmou pela antiausteridade é obrigado a reconhecer que prometeu ilusões “incomportáveis”. Desta vez (?) os socialistas geriram mal as expectativas. As esquerdas fugiram do palco. O Governo caiu na sua própria ratoeira.

Bernardo Ferrão, Expresso 

Magnificat


Quando é que passará esta noite interna, o universo, 

E eu, a minha alma, terei o meu dia? 
Quando é que despertarei de estar acordado? 
Não sei. O sol brilha alto, 
Impossível de fitar. 
As estrelas pestanejam frio, 
Impossíveis de contar. 
O coração pulsa alheio, 
Impossível de escutar. 
Quando é que passará este drama sem teatro, 
Ou este teatro sem drama, 
E recolherei a casa? 
Onde? Como? Quando? 
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo? 
É esse! É esse! 
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei; 
E então será dia. 
Sorri, dormindo, minha alma! 
Sorri, minha alma, será dia ! 


Álvaro de Campos

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Notícias Soltas (act.)

*Infarmed sai de Lisboa e vai para o Porto, para o Palácio dos Correios

Como Ter Confiança ?

Os vários regimes, para se fazerem populares, não hesitaram em suscitar expectativas inviáveis, sujeitando depois o país a choques sucessivos: bancarrotas como as de 1891 ou 2011, inflações demolidoras como as dos anos 20 ou dos anos 70 e 80. Demasiadas promessas e esperanças acabaram em cortes e impostos. Como é possível “acreditar no que nos dizem”? 

A mentira do Estado em relação aos cidadãos, a indiferença do Estado pela verdade é a outra metade dessa “falha nacional”. Este é um Estado que teve seis anos o afinal não-engenheiro José Sócrates à frente do governo, ostensivamente carregado de suspeitas de corrupção, mentira e "atentado contra o Estado de direito" – e nada conseguiu fazer para esclarecer as dúvidas, num sentido ou no outro. Como ter confiança? 


Rui Ramos, OBSR   

Humanidade Às Cegas

Tanto jornal, tanta rádio, tanta agência de informações, e nunca a humanidade viveu tão às cegas. Cada hora que passa é um enigma camuflado por mil explicações. A verdade, agora, é uma espécie de sombra da mentira. E como qualquer de nós procura quase sempre apenas o concreto, cada coisa que toca deixa-lhe nas mãos o simples negativo da sua realidade. 


Miguel Torga 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Notícias Soltas

*Amesterdão vai receber a nova sede da Agência Europeia do Medicamento

Os Seus Ossos Também Produzem Hormonas , Quer Saber Como Funcionam Essas Hormonas ? - Ora Leia ...

A descoberta das hormonas dos ossos não é a única novidade: Só recentemente se descobriu que os ossos se regeneram constantemente e que esse processo poderá ser ajudado por um biomaterial de maçã para regeneração de ossos e cartilagens.
[Imagem: Chan Greenbaum et al]
O  esqueleto é muito mais do que uma estrutura para dar suporte aos seus músculos e demais tecidos: Seus ossos também produzem hormonas.
Há muito tempo se sabe que as hormonas podem afectar os ossos. "Basta pensar em como as mulheres são mais propensas a sofrer de osteosporose quando atingem a menopausa porque seus níveis de estrogénio caem," exemplifica o professor Mathieu Ferron, da Universidade de Montreal (Canadá).
Mas a ideia de que o próprio osso possa desempenhar um papel activo, afectando outros tecidos graças aos seus próprios hormonas, é muito recente, tendo surgido com a descoberta da hormona osteocalcina.
E só agora estão sendo lançadas as primeiras luzes sobre o papel dessa hormona e como funciona.

Tesoura hormonal

A osteocalcina é produzida pelos osteoblastos, as mesmas células responsáveis pela construção dos nossos ossos.
Os osteoblastos produzem a osteocalcina em uma forma inactiva, o que faz com que a hormona se acumule no osso.
O que a equipe descobriu é que sua ativação é feita por uma enzima, chamada furina, que funciona como uma tesoura molecular, cortando uma parte da molécula. Após o corte, a osteocalcina é liberada na corrente sanguínea.
"Nós demonstramos que, quando não há furina nas células ósseas, a osteocalcina inativa se acumula e acaba sendo liberada, mas isso leva a um aumento nos níveis de glicose no sangue e a uma redução no gasto de energia e na produção de insulina," disse Ferron.
Eliminar essas "tesouras moleculares" também teve um efeito inesperado: a redução do apetite dos animais de laboratório. "Estamos confiantes de que a ausência de furina foi a causa", disse Ferron. "A seguir, esperamos determinar se a furina interage com outra proteína envolvida na regulação do apetite".

É Um Risco Que Preocupa ...

Não é o cenário mais provável, aos olhos da Schroders, mas é um risco que “preocupa” a gestora de ativos britânica: quando o Banco Central Europeu (BCE) acabar com a intervenção nos mercados de dívida pública, daqui a menos de um ano, os juros vão subir e “aí teremos o verdadeiro teste ao apetite” dos investidores privados de comprarem dívida de países como Portugal e Itália.
Se o crescimento se mantiver em níveis robustos, os riscos serão menores, caso contrário os investidores vão voltar a perguntar quem tem as finanças públicas mais e menos saudáveis, diz em entrevista ao Observador Keith Wade, economista-chefe da Schroders. Daí o conselho do especialista: as poupanças com juros devem ser aproveitadas para reduzir a dívida, não aumentar a despesa.

“Juros vão subir mais nos países com finanças públicas menos saudáveis”(continuar a ler)

A Ilha


Há, no horizonte, uma ilha.
Na ilha, a voz distante de um clamor.
É de verde que se veste o coração. Expectante.

(Fechas os olhos e
encerras, no seu eixo,
o segredo de que ainda só
suspeitas.
Não sabes. Mas esperas.
E a luz, dentro deles,
revela o sonho que te conduz.)

No horizonte, uma ilha.
Nos teus olhos, o horizonte


Susana Duarte

domingo, 19 de novembro de 2017

Notícias Soltas

*Juncker: “Os independentistas não devem subestimar o apoio a Rajoy na Europa”

*Quase cem camiões-cisterna levam água para a barragem do Fagilde

*Pais do Amaral suspeito de desviar dois milhões para benefício pessoal




Esta É A Frase

«Há, em geral, Estado a mais nas leis e nas regras. Mas há Estado 
a menos na prática e na acção» 
A Saber ... (aqui)
António Barreto, DN 

Cobardia ...

A prudência dos cobardes assemelha-se à luz das velas; ilumina mal, porque treme.

Victor Hugo 

sábado, 18 de novembro de 2017

Notícias Soltas

*PCP quer alargar contagem de tempo “para todos” na função pública

Porque É Que A República Laica Se Apropriou De Uma Antiga Igreja Para Seu Panteão? ...


... O laicismo não é capaz de arranjar um espaço próprio, onde sepultar os seus próceres?


Rui Tavares indignou-se pelo facto de, no panteão nacional, se terem celebrado “missas católicas”. O historiador parece ignorar a história daquele templo, inicialmente mandado construir pela Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I. “Numa noite de muita tormenta”, a 19-2-1681, a igreja ruiu, pelo que, no ano seguinte, D. Pedro II, ainda regente, iniciou a sua reedificação, concluída só em pleno século XX. Mais do que perguntar o que é óbvio – ou seja, por que se celebram missas numa antiga igreja – o cronista deveria questionar o que fazem lá as cinzas, ou os cenotáfios, de alguns ateus e anticatólicos. Se a república é laica, por que se apropriou de um edifício religioso para panteão nacional?! O laicismo não é capaz de arranjar um espaço próprio, onde sepultar os seus próceres? Ou deve-se concluir que a república, que sempre foi muito expedita em se apoderar do património católico, não tem onde honrar os restos mortais dos seus principais vultos?! Na verdade, se não fosse a religiosa hospitalidade de Santa Engrácia, é de crer que os egrégios avós do regime jazeriam nalguma vala comum … 

Se é uma violência sepultar um não-católico numa ex-igreja, como Santa Engrácia, o Estado português deveria providenciar espaços afectos a outras religiões para esse fim. Se quiser fazê-lo sem encargos para o erário público, pode proceder com essas religiões como sempre fez com a católica: esbulha os seus templos e destina-os depois para o fim que mais lhe aprouver. Quantos quartéis, escolas, repartições e hospitais públicos foram instalados em edifícios roubados à Igreja católica, a começar pelo próprio parlamento, ex-convento beneditino?! Para ateus e agnósticos, seria conveniente criar alguns campos de mártires laicos da pátria, paradoxais extensões ateias do panteão nacional. Por exemplo, o Campo Pequeno seria uma feliz opção para os adeptos do PAN e, o Campo das Cebolas, muito apropriado para vegetarianos.

“Querem fazer do panteão sacrossanto?” – pergunta, indignado, o “fundador do Livre”, partido também finado e, por isso, sério candidato a próximo inquilino de Santa Engrácia. Se o malogrado fundador soubesse que ‘panteão’ significa, etimologicamente, ‘todos os deuses’, certamente teria concluído que esse espaço, pela sua própria definição, não pode deixar de ser sacrossanto.

Para além da piedade religiosa, que é transcendente, também há uma piedade natural, que se traduz na veneração que os filhos devem aos seus pais e a nação aos seus mais ilustres filhos. Quando se falta ao respeito devido à memória dos pais da pátria, sejam ou não crentes, não é apenas a eles que se insulta: também se ofende a história e a dignidade de Portugal. (ler artigo completo)

Cada Dia Sempre Diferente Dos Outros ...

Cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual. 

José Luís Peixoto

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Notícias Soltas




Poderá Alzheimer Ser Transmitido Pelo Sangue ?

Infecção por beta-amiloides

Ao longo dos anos, tem crescido entre os médicos, devido a observações episódicas, a suspeita de que a doença de Alzheimer possa se propagar através de transfusões de sangue e dos equipamentos cirúrgicos, mas tem sido difícil documentar evidências definitivas de que isso aconteça de fato.
Agora, um experimento um tanto estranho conseguiu a confirmação de que a proteína mais associada ao Alzheimer - a beta-amiloide - pode se espalhar de um indivíduo para o outro e causar degeneração cerebral.

A demonstração foi possível graças a uma técnica chamada parabiose: a anexação cirúrgica de dois indivíduos - dois camundongos - para que eles compartilhassem o mesmo suprimento de sangue por vários meses.

Os resultados não deixaram dúvidas: os camundongos normais, não predispostos ao Alzheimer, passaram a acumular a proteína em seus cérebros e apresentaram os mesmos déficits cognitivos dos seus companheiros geneticamente propensos à doença.
"Esta é a primeira vez que se constatou que a beta-amiloide entra no sangue e no cérebro de outro camundongo e causa sinais da doença de Alzheimer," disse Song.
Isso aumenta a suspeita da possibilidade de transmissão do Alzheimer - via transfusões ou equipamentos cirúrgicos - porque, além do cérebro, as proteínas amiloide-beta são produzidas nas plaquetas sanguíneas, nos vasos sanguíneos e até nos músculos, e sua proteína precursora é encontrada em vários outros órgãos.
"A barreira hematoencefálica enfraquece à medida que envelhecemos. Isso pode permitir que mais beta amiloide se infiltre no cérebro, complementando o que é produzido pelo próprio cérebro e acelerando a deterioração. A doença de Alzheimer é claramente uma doença do cérebro, mas precisamos prestar atenção ao corpo inteiro para entender de onde ela vem e como interrompê-la," concluiu Song.

Príons

Outro indício que apoia a ideia da transmissão da doença de Alzheimer é a doença de Creutzfeldt-Jakob - o popular Mal da Vaca Louca - que também envolve o dobramento incorreto de proteínas e é transmissível.
Além disso, de acordo com a revista New Scientist, cerca de 50 anos atrás, dezenas de crianças com problemas de crescimento foram tratadas com hormônio do crescimento retirado de cadáveres. Muitas delas passaram a desenvolver Doença de Creutzfeldt-Jakob, já que esses cadáveres possuíam príons, moléculas infectantes capazes de modificar outras proteínas. E, décadas depois, exames post-mortem de algumas dessas pessoas também mostraram placas de Alzheimer, apesar de terem 51 anos ou menos de idade na época, uma idade muito precoce para Alzheimer.

A Eliminação Dos Cursos Vocacionais Parece Ser Uma Opção Meramente Ideológica Baseada Num Preconceito Intelectual ...

... Que vai contra a generalidade das recomendações das instituições internacionais.

A aplicação de reformas estruturais em Portugal é frequentemente inviabilizada pela instabilidade nas políticas públicas e por preconceitos de natureza ideológica e o sector da Educação constitui, infelizmente, um dos melhores exemplos. 

No início desta semana, soubemos que o Ministério da Educação pretende eliminar qualquer referência aos cursos vocacionais dos princípios de organização e desenvolvimento do currículo do ensino básico e secundário, substituindo-os pela reactivação dos Cursos de Educação e Formação. Poucos meses após ter iniciado funções, Brandão Rodrigues afirmava que os cursos vocacionais no 3º ciclo do ensino básico constituíam “uma infeliz experiência” que promovia um desvio “demasiado precoce” dos jovens para uma educação profissionalizante. Todavia, a proposta agora conhecida vai ainda mais longe e inclui também a erradicação desta via alternativa de ensino para os alunos que frequentam o nível secundário.

Nos seus relatórios periódicos dos últimos anos, diversas instituições internacionais, como a Comissão Europeia, a OCDE ou a UNESCO, têm referido a necessidade de os países desenvolverem percursos alternativos de carácter profissionalizante dentro dos seus sistemas de educação que tenham em consideração as diferentes necessidades dos alunos e que contrariem os sistemas ‘one size fits all’.
Estes percursos têm também sido apontados como uma forma de combater os elevados níveis de desemprego jovem e de reduzir o desfasamento entre as competências que são adquiridas nas escolas e aquelas que são de facto necessárias no mercado de trabalho, dois problemas que afectam principalmente os países do Sul da Europa. A Comissão Europeia tem mesmo sugerido aos estados-membros que aprendam com outras experiências nesta área tidas como de excelência, como é o caso da Alemanha.

 A opção política do Ministro Tiago Brandão Rodrigues acarreta mais alguns riscos que importa considerar.
Em primeiro lugar, é possível que a extraordinária diminuição da taxa de abandono escolar seja afectada.
Por outro lado, ao não permitir que os alunos tenham acesso a vias de ensino verdadeiramente alternativas, promove-se uma uniformização do sistema educativo, ignorando que os jovens têm motivações e maturidades distintas em momentos diferentes do seu percurso académico e acabando por prejudicá-los. 
Em último lugar, a erradicação dos cursos vocacionais contribui para perpetuar o desprestígio social relativamente a esta via de ensino. Uma imagem negativa que se reflecte principalmente na ideia de que estes cursos se destinam apenas aos menos capazes, àqueles que não conseguem ter aproveitamento nas vias académicas de ensino. 
A eliminação em absoluto dos cursos vocacionais (e a sua substituição por uma opção que se revelou pouco estruturada e incapaz de responder aos desafios do elevado abandono escolar e da falta de qualificação dos jovens portugueses) parece ser uma opção meramente ideológica e baseada num preconceito intelectual que vai contra a generalidade das recomendações das instituições internacionais e contra as melhores práticas de outros países da União Europeia.
(excertos do artigo de Inês Gregório, OBSR)

O Que Mata Um Jardim Não É O Abandono ...

O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente…  E assim é com a vida, você mata os sonhos que finge não ver.

Mario Quintana

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Notícias Soltas

Esta É A Frase

Descongela e põe no frigoríficoO governo inventou ontem o descongelamento de carreiras sem impacto no Orçamento de Estado. O que é isso? Nenhuma ideia. Mas, por favor, palmas para os grandes artistas. O segredo da actual solução de governo sempre
consistiu num jogo de sombras politicas: o governo finge que dá mais do que
efectivamente dá.

João Miguel Tavares, Público 

Tudo É Nada, E Tudo ...



Tudo é nada, e tudo 
Um sonho finge ser. 
O ‘spaço negro é mudo. 
Dorme, e, ao adormecer, 
Saibas do coração sorrir 
Sorrisos de esquecer. 


Fernando Pessoa